Exames apresentados
Raios X
O raios X é demasiadamente utilizado e raramente auxilia a planear o tratamento. Um conjunto de películas lombares origina a mesma quantidade de radiação que 150 radiografias do tórax.São comuns resultados falsos positivos, que apenas complicam a situação.
Sugere-se a realização de uma radiografia no caso de a dor persistir mais do que seis semanas, embora os resultados possam não ser úteis.
O raios X é necessário em doentes jovens, quando se suspeita de espondilites ou espondilolisteses.
A radiografia pode ajudar a detectar colapso osteoporótico nos idosos, podendo tam-bém ser útil em doentes com traumatismos recentes, independentemente da sua idade. Se suspeitar que o doente sofre de uma patologia grave, os exames radiológicos não são estudos de primeira linha, uma vez que tumores em estado avançado podem não aparecer na película.
Se o doente tem, aparentemente, alguma doença subjacente, faça um hemograma, uma velocidade de sedimentação eritrocitária e determinar os níveis da fosfatase alcalina, que se forem elevados, devem ser complementados com os isoenzimas específicos do osso. Muitos clínicos gerais têm acesso directo a estudo ósseo por radioisótopos.
IMAGIOLOCIA POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA
A imagiologia por ressonância magnética tem conduzido a alguns avanços na nossa compreensão das lombalgias, mas não é totalmente desprovida de desvantagens. São comuns os resultados falsos positivos e nem sempre correspondem à avaliação clínica do doente.
A IRM pode ser completamente normal em pessoas com lombalgias graves, enquanto que doentes que nunca soferam destas doenças podem apresentar alterações marcadas.
O diagnóstico deverá ser baseado na recolha de uma história e exame clínico precisos. A IRM não tem, normalmente, indicação em doentes com lombalgias, devendo ser guardada para investigar dores radiculares e casos de suspeita de doença grave.