De pé e deitado
De pé
Com o doente de pé:
•pesquise simetrias vertebrais óbvias;
•avalie a lordose lombar – o apagamento pode sugerir uma espondilite anquilosante.
•procure uma eventual perda de massa, muscular na região glútea, dos gémeos ou da coxa:
•veja se existe assimetria do comprimento dos membros inferiores, comparando o nível das pregas dos joelhos, das nádegas, e das espinhas ilíacas postero-superiores;
• peça ao doente para fazer a extensão da coluna e a flexão para a frente e para os lados, enquanto desliza as palmas das mãos sobre as coxas.
Este exercício avalia a qualidade e a amplitude dos movimentos vertebrais. A maioria dos doentes com lombalgias simples apresentam uma ligeira rigidez à extensão, dor na flexão e limitação assimétrica e dor nos movimentos de lateralização da coluna.
Deitado
O doente deve deitar-se em supinação:
Verificar se existe dores noutras articulações. Articulações coxo-femurais: avaliar a amplitude dos movimentos, dor ou limitações. A patologia da articulação coxo-femural pode apresentar-se com dor nas costas e nádegas, embora o mais comum seja o «doente da anca» sentir dor nas virilhas.
Uma perda de amplitude da rotação interna é frequentemente o sinal mais precoce de doença.
Articulações sacro-ilíacas: execute testes de pressão nas articulações sacro-ilíacas – especialmente em doentes jovens ou do sexo feminino.
Uma disfunção mecânica ou um processo inflamatório nestas articulações provocam dores nas nádegas e virilhas, que podem irradiar ao longo da perna.
Raízes nervosas: utilize o exame de elevação do membro inferior em extensão (Lasègue).
Este movimento leva ao alongamento das raízes nervosas L5, Sl e S2. Segure a perna pelo acanhar e mantenha o joelho em extensão máxima. Eleve a perna até perfazer um ângulo igual ou superior a 90º. Se o doente tiver uma compressão significativa das raízes nervosas nem asas o doente irá sentir dor na perna pouco depois de ultrapassar uma angulação de 30º.
A dor sentida nas costas durante esta prova é comum e não indica envolvimento das raízes nervosas.
Avaliar a força e tónus muscular. Verificar os reflexos osteotendinosos: o reflexo patelar é da responsabilidade das raízes L3 e L4, o do calcâneo das raízes L5 e S1.
Avaliar sinal cutâneo plantar de Babinski.
Averiguar as alterações da sensibilidade.
Vire o doente para a posição de pronação para os exames seguintes:
Prova de alongamento do nervo femural: Avalia as raízes nervosas L2, L3 e L4. Manter a parte anterior da coxa fixa na marquesa e fletir o joelho até aos 90º.
Se o doente tiver imtação ou prisão do nervo femural, esta manobra provoca um ardor desconfortável na virilha e parte anterior da coxa. Palpe a coluna, procurando pontos dolorosos e espasmos musculares.
No fim do exame deverá ser possível distingir entre doentes com lombalgia simples, radiculalgias ou possíveis patologias graves da coluna.